Portugal entra às 00h00 num novo confinamento e as medidas a seguir são muitos semelhantes às do primeiro confinamento que o país cumpriu em março do ano passado, quando estoirou a pandemia.

No entanto, além do impacto económico em várias áreas, um novo confinamento traz igualmente um grande impacto para a saúde mental.

Por isso, o Womanize falou com a psicóloga Alexandra Pereira, que explicou o seguinte: "Qualquer confinamento traz consequências para a saúde mental. Esta, agora, não é uma situação nova e desconhecida por nós. Mas novamente o ritmo diário sofrerá alterações, não vai haver o stress do trânsito, a pressa, o estarmos sempre ocupados. E inevitavelmente surge a questão: e agora o que faço? Este novo confinamento poderá intensificar todas as patologias pré-existentes, e/ou fazer emergir patologias de foro emocional, nomeadamente a ansiedade, a depressão e inclusive os ataques de pânico. Quanto maior o período de confinamento maior a probabilidade de aparecimento de distúrbios no sono (insónias, pesadelos)  de irritabilidade, de nervosismo, medo e angústia".

No entanto, há rotinas que devem ser adotados e que acabam por ajudar a mente a não cair na tentação dos hábitos sedentários. "As estratégias passam pelo cuidado pessoal, desde o não andar o dia inteiro de pijama, a um pequeno exercício físico. Adotar novos comportamentos que ajudem à diminuição de stress e ansiedade, como por exemplo, aprender uma língua nova, praticar Yoga ou meditação, jogar em família e com a ajuda dos recursos tecnológicos continuar a comunicar com familiares e amigos. Já que temos de ficar em casa vamos aproveitar e reforçar e estimular a nossa criatividade."

Para quem vive sozinho, as estratégias devem passar por "manter o contacto com amigos e familiares, seja por telefonemas ou vídeochamadas e evitar que a conversa ande sempre em torno desta problemática. E em qualquer uma das situações, ou porque está sozinho, ou porque não está sempre que não conseguir lidar com o turbilhão de pensamentos e emoções negativas, pedir sem vergonha ajuda psicológica."
Entrevistada: Alexandra Pereira, psicóloga e psicoterapeuta na Clínica da Mente

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